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O Diagrama de Tornado e a análise de sensibilidade

Diagrama de Tornado

O Diagrama de Tornado está ligado à análise de sensibilidade. A análise de sensibilidade é utilizada para determinar como a variação de um fator, uma variável ou um risco impacta um objetivo. O diagrama mostra graficamente o resultado da análise.

A análise de sensibilidade é utilizada em gerenciamento de riscos de projetos para mostrar como as variações dos objetivos do projeto se correlacionam com as variações em diferentes graus de incerteza. De modo oposto, ela examina como a incerteza associada a cada risco afeta o objetivo que está sendo examinado.

A análise de sensibilidade é uma comparação da importância relativa: A variável sensível tem seu valor alterado enquanto todas as outras variáveis são mantidas nos seus valores de linha de base (estáveis).

Uso em Análise de Decisão

O Diagrama de Tornado é um de gráfico de barras, onde as categorias de dados são listadas verticalmente e ordenadas de forma que a maior barra aparece na parte superior do gráfico, a segunda maior aparece em segundo a partir do topo, e assim por diante. O gráfico final parece um tornado.

Tornado

No exemplo acima, a linha vertical indica o resultado esperado representando o valor determinístico proveniente da equação matemática do modelo, ao serem substituídas todas as variáveis por seus valores base (no caso, o esperado é 350). Essa linha é atravessada por todas as extensões das variáveis e, a partir dela, pode-se comparar os limites máximos e mínimos de cada variável.

Quanto mais longa a barra, maior a sensibilidade do que está sendo examinado para o fator. A incerteza no parâmetro associado com a barra mais longa (no topo do gráfico) tem o máximo impacto no resultado. Cada barra sucessiva logo abaixo tem menor impacto. As extremidades das barras horizontais indicam o valor mais alto e mais baixo do fator. No exemplo acima vemos que Tamanho do Mercado é a variável que mais influencia o lucro do negócio.

Em geral, em análise de decisão, foca-se a atenção em variáveis que apresentam limites distantes do resultado esperado, pois as mesmas podem resultar em grandes lucros ou possíveis prejuízos. Por exemplo, em um gráfico de barras padrão pode ser difícil comparar visualmente os itens do orçamento e identificar os maiores. No entanto, em um Diagrama de Tornado as barras no topo representam os maiores itens.

Uso em Projetos

Em um projeto, ao focalizar a variável mais crítica, o Diagrama de Tornado auxilia a classificar e priorizar as variáveis de acordo com seu impacto sobre o objetivo do projeto. É uma ferramenta útil para entender o quanto um objetivo do projeto é impactado pelas incertezas do projeto e decidir onde você precisa investir esforço adicional.

Muitas vezes, você pode precisar tirar vantagem de uma nova oportunidade, recuperar um atraso ou reduzir gastos excessivos. Desse modo, pode ser interessante se arriscar para ter sucesso, implantando algo que não estava disponível quando o projeto começou, por exemplo.

Exemplo 1

No diagrama de tornado abaixo existem resultados positivos e negativos para cada risco. Risco 1 tem o potencial de economizar 30 mil para o projeto e a possibilidade de perder 20 mil.  Desse modo ele é mais sensível, pois o resultado é altamente variável. Compare com os demais riscos, que também variam, porém em uma faixa mais estreita de resultados possíveis.

tornado-risco1

Exemplo 2

Vamos supor que seja necessário efetuar alguma ação de modo a trazer o orçamento do projeto de volta à sua posição original. As várias possibilidades de ação têm seus riscos no diagrama de tornado abaixo. Neste caso a análise de sensibilidade mostra que faz mais sentido implantar a ação 2, a qual tem o maior potencial de impacto positivo, com as menores consequências negativas.

tornado-risco2

Você pode encontrar maiores informações sobre o Diagrama de Tornado no Guia PMBOK® 5ª edição, na seção 11.4.2.2, como parte da análise de sensibilidade.

Mauro Sotille [1]

Mauro Sotille possui certificação PMP - Project Management Professional (desde 1998) e PMI-RMP (Risk Management Professional). Membro do PMI Chapter Member Advisory Group (CMAG), foi Mentor do PMI para o Brasil, Presidente do PMI-RS e membro da equipe que desenvolveu o Guia PMBOK® . Tem treinado profissionais e acompanhado organizações na implantação de cultura corporativa de projetos. Autor de livros sobre gerenciamento de projetos e professor convidado da Fundação Getúlio Vargas (FGV), já ministrou mais de 160 cursos de preparação para certificação PMP e CAPM que proporcionaram a aprovação de centenas de alunos. É Diretor da PM Tech, onde orienta profissionais na capacitação em Gerenciamento de Projetos.

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