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Diagramas de Contexto

circ [1]Uma das novidades do guia PMBOK® 5ª edição é a inclusão dos Diagramas de Contexto como uma das ferramentas e técnicas para coletar os requisitos do projeto.

O diagrama de contexto mostra um sistema de negócios (um processo, equipamentos, sistema computacional, etc.) e, em seguida, mostra a relação que este tem com outras entidades externas (sistemas, atores, grupos organizacionais, repositórios de dados, etc.).

No gerenciamento de projetos o diagrama de contexto é utilizado para a modelagem do escopo, descrevendo graficamente o escopo do produto.

Essa técnica já vem sendo utilizada há muito tempo em outras áreas. Um diagrama de contexto pode ser encarado como uma versão especializada do Diagrama de Fluxo de Dados (DFD) utilizado em análise de sistemas, que é uma visualização gráfica do movimento de dados através de um sistema. Em análise de negócios estes diagramas também podem ser utilizados para capturar e comunicar as interações e o fluxo de dados entre processos de negócios.

A notação utilizada é:

Veja um exemplo a seguir:

diagrama_de_contexto [2]

O diagrama de contexto não dá nenhuma informação sobre o tempo, sequenciamento ou sincronização de processos e não informa se os processos ocorrem em sequência ou em paralelo. Portanto, não deve ser confundido com um fluxo de processo ou fluxograma, que podem mostrar essas informações.

Alguns dos benefícios de um diagrama de contexto são:

Diagramas de Contexto versus Diagramas de Fluxos de Dados (DFDs)

Muitos confundem os diagramas de Contexto com os DFDs. Isso é fácil de explicar, pois um diagrama de contexto é um “DFD de nível 0”. É o tipo mais básico de DFD onde todos os processos e repositórios estão representados por um único processo.

Note que no diagrama de contexto não existe a representação dos repositórios de dados (cuja notação usual consiste de duas linhas horizontais, paralelas ou às vezes em elipse). Já os DFDs, por serem o próximo nível de detalhe a partir de um diagrama de contexto, sempre representam os repositórios de dados.

Se a equipe técnica do projeto, como os analistas de sistemas, por exemplo, necessitarem mostrar mais detalhes dentro de um determinado processo, o diagrama de contexto será decomposto em uma série de processos menores em um DFD de nível inferior (o qual agora deve representar o repositório de dados que estava dentro do processo único do diagrama de contexto). Desta forma, o diagrama de contexto é rotulado como um “DFD de nível 0”, o próximo nível de decomposição é rotulado como um “DFD de nível 1”, o seguinte é rotulado como um “DFD de nível 2,” e assim por diante.

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Mauro Sotille [4]

Mauro Sotille possui certificação PMP - Project Management Professional (desde 1998) e PMI-RMP (Risk Management Professional). Membro do PMI Chapter Member Advisory Group (CMAG), foi Mentor do PMI para o Brasil, Presidente do PMI-RS e membro da equipe que desenvolveu o Guia PMBOK® . Tem treinado profissionais e acompanhado organizações na implantação de cultura corporativa de projetos. Autor de livros sobre gerenciamento de projetos e professor convidado da Fundação Getúlio Vargas (FGV), já ministrou mais de 160 cursos de preparação para certificação PMP e CAPM que proporcionaram a aprovação de centenas de alunos. É Diretor da PM Tech, onde orienta profissionais na capacitação em Gerenciamento de Projetos.

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